Como Pode?

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Você já se fez essa pergunta hoje?

Quando não fazer o teste do bafômetro

Muitas pessoas se perguntam sobre a obrigatoriedade de se fazer o Teste do Bafômetro, quando abordados por agentes de fiscalização de trânsito. As dúvidas são muitas. É obrigatório? Pode-se recusar a fazer o Teste? A pessoa é levada para a delegacia? Faz-se exame de sangue?

Resumidamente, pode-se dizer que o Teste do Bafômetro é obrigatório. Evidentemente, quem se recusa a fazer, deve sofrer alguma penalidade. E acaba sofrendo mesmo.

Dirigir bêbado, ou sob a influência de álcool, é algo muito sério. Hoje em dia, essa infração é caracterizada como crime, e também como infração administrativa. São dois problemas distintos, cada um com suas características e consequências.

É crime quando se está dirigindo embriagado, com quantidade igual ou acima de 6 decigramas de álcool no sangue. Sua pena varia de 6 meses a 3 anos de prisão, multa, suspensão ou proibição de dirigir.

É infração administrativa quando se está dirigindo sob influência de álcool. O castigo é a suspensão do direito de dirigir, apreensão da carteira e retenção do veículo.

Repare que a diferença principal entre o crime e a infração administrativa é saber se, na hora da abordagem o cidadão tem 6 decigramas ou mais de álcool no sangue. E isso só pode ser determinado através do Teste do Bafômetro.

É aí que entra o bom senso do motorista. Bêbado ou não, quem decide qual castigo levar é só o motorista. Ele é que vai decidir o que é melhor, de acordo com seu bafo.

São poucos os cenários prováveis. Desenhando, temos:

1) Aceitando fazer o Teste do Bafôemtro:
1.1) Pouco embriagado (menos de 6 decigramas de álcool).
1.2) Embriagado.

2) Recusando o Teste do Bafômetro:
2.1) Pouco embriagado (menos de 6 decigramas de álcool).
2.2) Embriagado.

O que fazer na hora do Teste? Como o motorista não tem um aparelhinho confiável pra saber a quantas anda seu sangue, ele é que irá decidir o que é melhor. Se ele não bebeu nada, é fazer o Teste, e pronto. Agora, se ele bebeu um pouco, a situação se complica.

Ao fazer o Teste, ele corre o risco de cometer, ambos, crime e infração administrativa. Se não estiver com 6 decigramas pra cima, é só um mero infrator. Agora, se estiver chapado, é um infrator e criminoso. Enquadra-se no pior cenário possível (1.2), e está ferrado duas vezes.

Se o cidadão se recusar a fazer o teste, ele evita ser enquadrado como criminoso. Mas, automaticamente, ele irá ser enquadrado como infrator, sofrendo as penalidades da infração administrativa. Mesmo não estando bêbado, ao se recusar a fazer o teste, é essa a penalidade.

O que é melhor? Na dúvida, o melhor é recusar o Teste. Você é obrigado a fazer, mas se não fizer, ninguém irá lhe obrigar. Você só irá pagar o castigo devido. Na dúvida, é o melhor a fazer. Isso porque, se pintou a dúvida, é porque o cidadão já está mais do que alterado. Poucas são as chances do cidadão ser um bioquímico, e conseguir dizer qual a quantidade, em decigramas, que tem de álcool no sangue. Uma latinha pega? Duas latinhas pega? Três latinhas pega? Eram latinhas mesmo?

Ok, uma latinha provavelmente não pega, não sobe, não bate nem de longe nos 6 decigramas. Mas e com duas latas? Tem gente que, com duas latas, já perdeu o rumo de casa. Isso sem falar em quem tomou 3, 4, 10 latas, e acha que ainda está na segunda. Ou acha que não bebeu. Acha que é valente, e pede pra assoprar o bafômetro…

Tem certeza que tomou só uma lata? Ok. Só não se esqueça que o crime não compensa. E nao cabe recurso pro crime. E tem multa. E tem todas as penalidades da infração administrativa também.

Lembrando que, o melhor mesmo, é não beber.

Category: Pessoas, Vídeos

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