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Você já se fez essa pergunta hoje?

A relação entre um cachorro e o homem

Três palavras bastam para descrever, senão definir, a relação que existe entre um cachorro e o homem, seu dono. Amizade, lealdade e ingratidão caminham juntas. Nem tudo são flores, e às vezes nem percebemos.

Há quem diga que um cão, animal irracional, tem capacidade limitada de discernimento. Seria incapaz, talvez, de saber o que é certo ou errado, vivendo apenas por instinto. Come quando tem fome, dorme quando tem sono ou está cansado, reage quando sente-se ameaçado. Como outro animal qualquer.

Quem tem um cachorro, no entanto, sabe que isso não é verdade. Um cachorro, animal doméstico, vai além do que seu instinto recomenda. Quando o cachorro tem um dono, percebe-se que existe entre os dois uma relação de amizade, em especial do animal para com seu dono. O cachorro fica feliz na sua companhia. Fica feliz quando o dono chega. Fica feliz por saber que ele está bem (segundo sua percepção, quando o dono não está mal). O que se vê é um grande exemplo da própria definição da amizade, “lealdade ao ponto do altruísmo“. Lealdade.

A lealdade é evidente. São inúmeros os casos onde o animal arrisca a própria vida, quando vê seu dono em perigo. Entregar-se dessa forma, arriscando-se, sem pensar, fiel até o último momento, é algo que não se vê por aí. E o cão o faz.

O animal se entrega. Não importa se o dono é rico, se é pobre, se lhe dá abrigo, se não lhe dá comida. Não importa se a ração é de qualidade, se tem veterinário, nada importa para o animal. Basta um afago, basta seduzi-lo, de forma sincera (ou não), e o cão aceita. Crê ter um novo dono, inocente ao extremo. E enquanto esse dono não lhe fizer mal, a amizade está selada. O animal acredita ter ao seu lado seu melhor amigo, e fará tudo por ele.

Onde se vê casos assim? Nem na própria relação, do animal para com seu dono. Por mais bonita que seja a amizade, por mais bonito que pareçam ser os laços entre o cão e seu dono, nem o próprio dono consegue externar, com a mesma intensidade, com a mesma sinceridade, o que ele sente pelo seu animal. E não o faz, não por não conseguir, mas por não sentir o mesmo. Não de forma nem igual. É uma relação desigual.

Nunca um dono se entregou pelo seu animal. Nunca se ouviu falar de um dono que deu a própria vida para salvar a do seu cão. Por mais lágrimas que o dono verta, quando se tem que sacrificar o animal, nem de longe tais lágrimas se equiparam à fúria desenfreada, em situações de perigo, em que um cão tenta salvar o seu dono. O cão se entrega. O dono não.

Ingratidão, do dono para com seu animal de estimação?

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120209_gelo_cao_rc.shtml

Category: Natureza, Pessoas

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