Como Pode?

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Você já se fez essa pergunta hoje?

Como comprar e revender produtos e ganhar dinheiro

Então você está precisando de dinheiro, e resolveu investir na revenda de produtos para conseguir aquele adicional, aquele complemento no salário todo final de mês. Como andam suas vendas?

Comprar e revender tem sido a opção mais rentável para muitas pessoas. Produzir para vender não é tarefa fácil, ainda mais com a concorrência em praticamente todos os setores da economia. Imagine você, que da noite pro dia resolve fabricar algum produto em casa, para sair vendendo nas lojas…? Já imaginou, de verdade, o trabalho que você vai ter?

Vamos a um exemplo prático. Você viu no programa da Ana Maria Braga, ou em alguma dessas revistas de R$ 1,00 por aí, que a venda de velas ornamentais é algo fácil, lucrativo, e sem necessidade de experiência anterior. Bingo!

No dia seguinte, naquela lojinha de artesanato, você se depara com 16 mulheres, muitas das quais donas de casa, como você… e por uma infeliz conicidência, 10 delas pedem exatamento o que você está pedindo! Cera em blocos, essências, alguns lacinhos, fitas… mas nenhuma cita, ou faz menção, ao programa que passou na TV no dia anterior. Aliás, todas se entreolham desconfiadas… por que será?

Derreter a cera em banho-maria, pegar os moldes, acertar na essência, na preparação, na decoração da vela… tudo isso é muito prazeroso. Mas e o lucro? Financeiramente falando, você, humilde dona-de-casa, terá muito trabalho para poder fazer uns kitzinhos de velas bonitinhas… para depois divulgar por aí… torcer para alguém gostar, e comprar. Isso, não incluindo o seu grupo de amigas, ou círculo familiar. Isso porque, algum dia, não muito distante, essas pessoas estarão entupidas de suas velas, cansadas de demonstrar boa vontade, e sem dinheiro para te ajudar na sua empreitada.

Perceba que esse é o erro mais comum encontrado por aqueles que tentam começar um negócio de produção e venda de produtos. Sobra a boa vontade, o sonhar alto, mas falta aquilo que as pessoas chama de plano de negócios. Estudar o mercado, os produtos, a real necessidade de se abrir MAIS uma empresa, tudo isso não é feito de maneira correta e sensata hoje em dia.

Isso porque falta estudo e dinheiro. Buscar a assessoria ideal não é tarefa fácil. Aceitar os conselhos oferecidos por empresas como o Sebrae, ou alguma incubadora de negócios, é muito difícil para quem quer ser empreendedor. A certa altura da empreitada, as pessoas acham que já têm tudo planejado. Ou acham que as orientações oferecidas não passam de meros palpites, ou tentativas de se roubar as brilhantes idéias… espiões industriais… etc etc.

Grosso modo, resumidamente, a melhor forma de ganhar dinheiro é comprar barato e vender caro. Pula-se a dura tarefa de produzir, e cai-se direto no filé mignon do negócio, que é vender com lucro. Todo mundo faz isso hoje em dia. Pouco se sabe sobre os reais produtos, inventores dos produtos. Ou são grandes empresas, com ramificações, conglomerados, etc, que um pobre mortal nem imagina como é… ou são pequenos produtos, mas com um mínimo de estrutura, conseguida com muito custo, ao longo de muito tempo, com muito estudo e muito dinheiro. Porque sem dinheiro nada se cria sozinho, nada se produz sozinho, nada se repõe no estoque sozinho.

Vamos a um exemplo prático. João, desempregado, vende balas no trem. Trabalhador informal, vende um Hall´s por R$ 1,00. O mesmo Hall’s que no bar da esquina custa R$ 1,50.

João tem lucro, mesmo com esse preço abaixo da “tabela”. Isso porque João, ou no começo do dia, ou no dia anterior, foi num desses mercados que vendem por atacado, e comprou caixas e caixas fechadas do Hall’s, prestes a vencer, por preço de banana. Algo em torno de R$ 0,30 por exemplo. João tem um lucro de R$ 0,70 por cada Hall’s. Isso, na ponta do lápis, no final de um dia intenso de fuga do rapa e vendas alucinantes, ele consegui vender umas 10 caixas de Hall’s… cada uma com Hall’s… 200 x R$ 0,70 = R$ 140,00!

João em um dia conseguiu ganhar mais do que um barbeiro, um manobrista, um guarda civil metropolitano ou um professor de ensino fundamental com pós-graduação em alfabetização para pessoas especiais. Pasmen!

Repare que o ramo de compra e venda não requer tino comercial, sorte, estudo ou porra nenhuma. Em um vagão de trem temos algo em torno de 40 pessoas. Por viagem entre uma estação e outra, caso o rapa não esteja de olho, João consegue vender, brincando, 5 Hall’s. faltariam em torno de 195 Hall’s, algo em torno 20 viagens? Pela manhã ele já fez muito mais do que 20 viagens entre estações.

João precisa almoçar todos os dias. Quando chega lá pelas 13:00 hs, João para no bar do Seu Manoel, que serve PF (prato feito), ao preço de R$ 9,00. Um almoço servido, com arroz, feijão, ovo, bife, macarrão e salada de alface.

Para o Seu Manoel, o lucro é maior ainda que o de João. Vamos pegar somente o ovo para exemplificar. Em um PF, se você pedir pra fritar um ovo, é cobrado algo em torno de R$ 1,00. Muito barato. Mas caro, se olharmos com um olhar clínico de empreendedor. Isso porque Seu Manoel, a cada PF, coça seu bigode e sente a caixa registradora tilintar, por que cada ovo custa apenas R$ 0,14! Um lucro exorbitante, se comparado ao Hall’s do nosso amigo João!

Seu Manoel paga R$ 0,14 por ovo, usa o mesmo óleo e o gás, e ganha pelo menos R$ 0,80 por ovo! Por PF! Imagine o quanto Seu Manoel não ganha com os outros ingredientes do seu PF?

Comprar e vender caro é o caminho para se ganhar dinheiro. Já diziam isso os milhares de vendedores do EBAY e do Mercado Livre. Todos os dias, centenas de milhares de compras e vendas são feitas, sem pesquisa alguma de preços, e pessoas antenadas ganham, nos centavos, o seu pão de cada dia.

Vamos conhecer agora Dona Júlia, 52 anos. Comprou recentemente mais um monitor. Tem 3 monitores agora em sua escrivaninha. Passa o dia vendendo produtos no Mercado Livre.

Dona Júlia não tem estoque. Suas compras e vendas são virtuais. Não existem fisicamente. Ela simplesmente faz cálculos de frete. Anuncia um produto que não tem em casa, mas que sabe que irá chegar na casa de quem pagar por ele. E é atrás dessas pessoas que Dona Júlia vai atrás todos os dias.

Ao encontrar um produto interessante (Dona Júlia tem seus nichos, seus produtos preferidos para comprar e vender), Dona Júlia capricha da descrição do produto novamente. Faz isso pacientemente, estudando a oferta e a procura em todos os fórums de discussão que encontrar pela frente. Anuncia um porta-copos, por exemplo, como se fosse a maior promoção encontrada por um marchant, em dia inspirado. Dona Júlia vende o porta-copos por um preço 11 vezes maior que o que irá pagar. No seu lucro, está embutido o produto, que ela ainda vai pechinchar, o frete, a Internet que ela usou, o café, o almoço do Seu Manoel e a Corega que ela usa. E ela ainda sai no lucro.

Você está rindo de Dona Júlia? Pois saiba que no Brasil, tudo o que você compra tem embutido a Corega, o Iate, as prostitutas de luxo, e tudo o mais que você possa imaginar de luxo inenarrável. Paga-se em impostos mais do que o custo para fabricar o mesmo produto duas vezes, pelo menos. E quem se aproveita dessa bonaça toda? Não é você.

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